Autor: Luís Roberto Brudna Holzle

Usando moléculas do ChemSpider

construíndo uma comunidade para químicos
O ChemSpider, como já comentamos aqui, é uma excelente máquina de procura que fornece informações variadas sobre milhões de diferentes compostos químicos.

O sistema do ChemSpider está em constante aprimoramento realizado pela equipe da Royal Society of Chmistry, da Inglaterra. E uma das funções interessantes é o Embed (embutir), que tem um resultado semelhante ao já disponível em vídeos no YouTube, ou seja, você pode embutir uma molécula presente no banco de dados do ChemSpider em qualquer outro website.

Ao utilizar a função Embed (embutir) o ChemSpider vai solicitar qual o tamanho da estrutura da molécula você deseja exibir no seu website, qual o título do seu material que usará a molécula e se deseja fazer parte dos dados coletados pelo ChemSpider. Após isto basta copiar o código para dentro do html do site que deseja enriquecer com imagens de moléculas.

A vantagem em usar tal sistema está em agregar conteúdo extra ao texto, já que a estrutura, ao ser clicada, levará para um banco de dados repleto de informações. Resultando assim em uma maior integração do seu material em toda a web. O ponto negativo é que tal uso não funcionará na ausência de conexão com a internet.

Como exemplo veja as seguintes moléculas

Capsaicina

Fenol

Ácido fólico

Serviço disponível pelo endereço
http://www.chemspider.com

OBS: a função aparece para usuários que possuem um cadastro gratuíto no sistema do ChemSpider.

Lavoisier ao Sistema Periódico

O Professor Juergen Heinrich Maar informou que a segunda parte de seu livro ´História da química´ estará disponível nas próximas semanas nas livrarias.

A primeira parte apresentava a história dos primórdios da química até Lavoisier, e a segunda, como o subtítulo já avisa, será de Lavoisier ao Sistema Periódico.

A obra foi lançada pela Editora Papa-Livro e conta com impressionantes 1182 páginas, superando as 946 páginas presentes na primeira parte!

autor Juergen Heinrich Maar

detalhes e capa
ISBN 978-85-7291-159-7

Poliatômico – definições em química


Professor Poliakoff explica o que significa ´poliatômico´ em química e conta porque é algo que lhe soa familiar.

Vídeo com legenda em português. Para ativar basta clicar no play e depois escolher a legenda ´português´ pelo botão CC presente no vídeo.

Acetona sólida


A acetona (propanona) torna-se sólida em uma temperatura abaixo de -94,9 °C, e portanto será difícil ver esta substância neste estado, mesmo em um laboratório de química.

Com o auxílio do nitrogênio líquido é possível obter temperaturas menores do que os -94 °C, e assim você conseguirá ver como é a acetona sólida, mesmo que por alguns segundos, porque qualquer aquecimento faz com que retorne ao estado líquido.

No vídeo abaixo verá que foi obtida uma acetona finamente dividida, quase como uma ´neve´.

Alumínio em ácido e base

latas em frascos de vidro dentro da capela
Latas de refrigerante no Brasil normalmente são feitas ou em alumínio ou em aço. O mesmo ocorre nos EUA.
Neste vídeo demonstram o que ocorre na reação de duas latas de alumínio, uma colocada em ácido clorídrico e outra em uma solução aquosa de hidróxido de sódio concentrado.

O alumínio, por ser anfótero (comporta-se como base ou ácido, dependendo do meio), irá reagir tanto com o ácido quanto com a base (hidróxido de sódio).

Na reação do alumínio com o hidróxido de sódio ocorrerá uma remoção da fina camada de óxido presente na superfície do alumínio, permitindo que ocorra uma reação no meio aquoso, com a liberação de gás hidrogênio.
2Al(s) + 2NaOH(aq) + 6HO → 2Na+(aq) + 2[Al(OH)4]- + 3H2(g)

No meio contendo ácido clorídrico a reação também resultará na liberação de hidrogênio gasoso.
2Al(s) + 6HCl(aq) → 2Al3+(aq) + 6Cl-(aq) + 3H2(g)
Perceba, pelo vídeo, que as reações são rápidas e liberam uma grande quantidade de calor.

Vídeo com legenda em português. Para ativar clique no play e depois no botão CC.

Texto escrito por Prof. Dr. Luís Roberto Brudna Holzle ( luisbrudna@gmail.com ) – Universidade Federal do Pampa – Bagé.

Pausa para o cafezinho

duas manchas de café em uma superficie
Imagem de massdistraction (Flickr-CC)

Alguns afirmam que a sala do cafezinho é o local que um trabalhador vai para buscar inspiração. Para um cientista pode ser, além disto, uma boa fonte de ideias para uma pesquisa!

Entre um café e outro muitos já devem ter percebido que uma mancha de café frequentemente apresenta bordas mais escuras.

Em artigo publicado em 1999, na revista Nature, pesquisadores demonstraram que durante a evaporação do líquido ocorre um fluxo de material para as bordas da gota para contrabalancear o que foi evaporado, resultando em um arraste e acúmulo de partículas na borda.

Neste mês, em artigo publicado na Analytical Chemistry, outro grupo de pesquisas, liderado por Tak-Sing Wong, demonstrou que tal acúmulo de material pode ser usado como uma forma de separação de partículas por tamanho. Obtendo nos testes uma boa separação de uma mistura de partículas de 40nm, 1um e 4um de diâmetro; eles demonstraram que as menores formam um anel na parte externa da mancha e as maiores tendem a secar na parte interna.

No artigo de Tak-Sing Wong os autores sugerem que por não ser necessário o uso de equipamentos avançados na separação, e pela facilidade de operação do procedimento, a metodologia pode ser útil para os que necessitam de algo rápido e barato. Como em países em desenvolvimento e na miniaturização de processos de análise.

Wong, T., Chen, T., Shen, X., & Ho, C. (2011). Nanochromatography Driven by the Coffee Ring Effect Analytical Chemistry DOI: 10.1021/ac102963x


Deegan, R., Bakajin, O., Dupont, T., Huber, G., Nagel, S., & Witten, T. (1997). Capillary flow as the cause of ring stains from dried liquid drops Nature, 389 (6653), 827-829 DOI: 10.1038/39827