O projeto ´Gold Book´ da IUPAC fornece uma valiosa quantidade de informações. Com mais de 7000 ítens em seu banco de dados, o projeto é uma boa fonte de definições em diversos tópicos da química e física. E estes estão acompanhados de um mapa de navegação, como em um mapa de links (ou mapa mental).
Veja como exemplo uma parte do mapa de assuntos relacionados com o termo pH.
Este tipo de mapa de ligações permite a visualização mais clara das conexões existentes entre os diversos assuntos relacionados com a química e física.
O ácido sulfúrico é uma substância bastante comum e produzida em grandes quantidades, na ordem de milhões de toneladas por ano.
No vídeo abaixo a equipe do Periodic Videos realiza alguns experimentos com o ácido. A primeira envolve a sua diluição em água, com a demonstração de que é um processo exotérmico. E este calor produzido é um dos motivos pelo qual deve-se evitar colocar água em ácido concentrado, pois o calor produzido pode causar a ebulição da água e consequente projeção de espirros ácidos. Para evitar, o contrário deve ser feito, com a lenta adição do ácido em água.
Papel e açúcar reagem com o ácido sulfúrico, devido, em parte, ao forte poder de desidratação deste. Isto é, o H2SO4 resgata a água presente nestes compostos, resultando em um produto contendo carbono e conferindo uma cloração preta à mistura.
C12H22O11 + H2SO4 → 12 C + 11 H2O + H2SO4
John George Haigh, um assassino inglês que cometeu crimes na década de 40, utilizou ácido sulfúrico para tentar dissolver os corpos. Mas sem o esperado sucesso, sendo denunciado pela presença de dentes nas canalizações do hotel em que morava.
A estrutura do ácido é relativamente simples, com um átomo de enxofre com quatro oxigênios ligados, e em dois destes oxigênios estão ligados os dois átomos de hidrogênio.
Estas três chamas possuem cores diferentes pela presença de cloretos de três metais diferentes.
O cloreto de cobre (CuCl2) produz a chama verde, o cloreto de sódio (sal de cozinha – NaCl) produz uma chama de cor amarela e a cor avermelhada é devido ao cloreto de estrôncio (SrCl2).
Este cloreto de estrôncio podia ser encontrado em algumas cremes dentais utilizados para diminuir a sensibilidade dos dentes, como na marca Sensodyne. Embora atualmente o uso de nitrato de potássio seja mais comum com esta finalidade.
A contaminação dos sais pode alterar a cor, normalmente conferindo uma coloração amarela e dominante, muito devido ao sódio e carbono.
Para obter a chama provavelmente foi utilizado algum líquido inflamável que não produz uma chama com coloração que pudesse alterar o resultado.
Neil e Pete Licence cortam um bloco de CO2 sólido (gelo seco) para construir um recipiente para uma reação com magnésio.
A reação de queima do magnésio em um ambiente repleto de CO2 causa a formação de óxido de magnésio e carbono. Perceba que o magnésio remove o oxigênio necessário diretamente do dióxido de carbono.
2 Mg(s) + CO2 –> 2 MgO(s) + C(s)
E o Professor Martyn explica o motivo pelo qual o dióxido de carbono é responsável por parte do efeito estufa.
OBS (maio de 2018): Infelizmente o material não existe mais na internet.
A American Chemical Society criou um belo calendário para o ano 2010, todo baseado em belas imagens e muita química.
Cada mês do ano é ilustrado com uma fotografia e acompanhado de explicações sobre a química que está relacionada com a imagem.
O mês de janeiro é ilustrado com fogos-de-artifício, e as explicações sobre a influência da química na pirotecnia.
Em fevereiro os carotenóides explicam a beleza representada na imagem de um flamingo.
Em março… veja no calendário! 🙂
http://cascolors.compexinc.com/?p=additional_options
(em inglês)
O material está disponível em http://cascolors.compexinc.com/downloads/2010Calendar-en.pdf PDF(26MB), wallpapers, protetor de tela e em flash.
_ Texto escrito por Prof. Dr. Luís Roberto Brudna Holzle ( luisbrudna@gmail.com ) – Universidade Federal do Pampa – Bagé.