Categoria: Vídeos

Dióxido de carbono – reação e aquecimento global

bloco de gelo seco brilhando
Neil e Pete Licence cortam um bloco de CO2 sólido (gelo seco) para construir um recipiente para uma reação com magnésio.

A reação de queima do magnésio em um ambiente repleto de CO2 causa a formação de óxido de magnésio e carbono. Perceba que o magnésio remove o oxigênio necessário diretamente do dióxido de carbono.
2 Mg(s) + CO2 –> 2 MgO(s) + C(s)

E o Professor Martyn explica o motivo pelo qual o dióxido de carbono é responsável por parte do efeito estufa.

Mais informações e experimentos no vídeo abaixo.
Vídeo com legendas em português.

Veja a primeira parte em:
Dióxido de carbono – fases e propriedades

Texto escrito por Prof. Dr. Luís Roberto Brudna Holzle ( luisbrudna@gmail.com ) – Universidade Federal do Pampa – Bagé.

Pressão versus composição – Aula no MIT

Esta aula inicia com explicações sobre a regra de fases de Gibbs, partindo para relações da lei de Raoult em um sistema com um componente volátil misturado a um não-volátil (exemplo de água com açúcar) e em como isto afeta o diagrama de fases da água (relacionado com as propriedades coligativas).
Após o instrutor passa para considerações sobre o comportamento existente a mistura de duas substâncias voláteis, e em como representar isto em um diagrama de composição versus pressão; levando em conta a composição do líquido e do vapor.

Veja como ficou o diagrama ao final desta aula:
diagrama representando composição do vapor e líquido versus pressão

Assista no vídeo abaixo (49 minutos de duração)
Aula 20 | MIT 5.60
(em inglês)

Anotações de aula (em PDF)

Texto escrito por Prof. Dr. Luís Roberto Brudna Holzle ( luisbrudna@gmail.com ) – Universidade Federal do Pampa – Bagé.

A química do chá


Neste vídeo sobre a química presente no chá, Martyn Poliakoff fala sobre algumas substâncias presentes no chá preto.
Os chás popularmente conhecidos como preto, branco e verde, são provenientes da planta Camellia sinensis, e apresentam suas diferenças no processo de cultivo, colheita e preparo.

Mais informações no vídeo (com legendas em português, veja como ativar).

Texto escrito por Prof. Dr. Luís Roberto Brudna Holzle ( luisbrudna@gmail.com ) – Universidade Federal do Pampa – Bagé.

Máquinas térmicas – Em elástico e calor


Vejamos o seguinte vídeo:


As máquinas térmicas são aquelas que recebem energia em forma de calor, melhor dizendo, que operam em ocasiões em que existe uma diferença de temperatura (existindo uma fonte quente e uma fonte fria). Estas máquinas não podem contrariar as leis da termodinâmica, alias… nada pode, que diz que não podemos tranformar toda a energia(calor) em trabalho, logo parte deste calor é transferido para uma fonte de menor temperatura.

No vídeo, a fonte quente é representada pela lâmpada, que cede parte do calor que gera para as borrachas. Isso faz com que as borrachas se comprimam, deslocando o centro de massa para o lado contrário à lâmpada. O restante da energia(calor) flui da fonte quente para uma fonte fria(ar), gerando trabalho.

Além da máquina apresentada no video, podemos citar como exemplo carros movidos a vapor, nos quais temos uma caldeira que gera calor, parte desse calor é conduzido até um pistão que faz com que o carro se movimente, e o restante do calor e direcionado espontâneamente para uma fonte fria.

Para calcular o trabalho realizado por uma máquina térmica usamos a diferença de calor entre as fontes, como na equação seguinte:
W=Q1-Q2

Estas máquinas oferecem um rendimento, que é definido como sendo a razão entre o trabalho que a máquina fornece, W, e a energia sob a forma de calor proveniente da fonte quente, Qq, e sem o qual ela não poderia funcionar. No vídeo, a máquina apresentada possui um baixo rendimento, devido a grande perda de energia para o meio (e uma baixa diferença de temperatura entre as fontes).

Sempre se procura alcançar um rendimento máximo para essas máquinas, porém uma máquina com 100% de rendimento jamais será criada, pois essa violaria a 2ª lei da termodinâmica.

Este texto foi escrito por Cleber Klasener, como parte de um trabalho da disciplina de Físico-química I.

Espionando átomos e moléculas

Conforme o tempo passa e os estudos na área de nanotecnologia aumentam, desperta a curiosidade cada vez maior de vislumbrar o átomo com perfeição, em ver o movimento, comportamento e características.
Em cada estudo publicado percebemos que estamos cada vez mais próximos de ter mais e mais informações sobre os átomos e moléculas, em sua intimidade.
Recentemente (este ano) foi fotografado o movimentos do átomos na reação de fotossíntese. Incrível! Mas como chegaram até este ponto? Simples. Por meio de um feixe de raios X “avançado” ( o segredo esta nesta palavra).
Aqui está a imagem:
raios x fotossintese

Já os microscópios de força atômica, são os responsáveis pela nova fronteira de identificação química dos compostos, com um rastreamento e identificação de alta precisão dos átomos presentes em uma amostra.
O resultado:
força atômica empregada na identificação de átomos em uma superfície

E a bela identificação do pentaceno, também por força atômica. Para mais detalhes sobre esta técnica, veja o texto neste blog – Retratos moleculares.

retrato molecular do pentaceno

Fontes:
http://www.sciencedaily.com/releases/2010/05/100509202634.htm

Texto de Dison Franco

Aquele brilho

radiação e brilho azul
Popular em filmes, o brilho característico um reator nuclear, ou em materiais radioativos, possui uma explicação.
Parte deste belo e hipnótico brilho pode ser explicado pelo Efeito Tcherenkov, que manifesta-se quando uma partícula carregada eletricamente passa por um meio isolante em uma velocidade superior à da luz para este meio, emitindo uma radiação eletromagnética que pode estar na faixa do visível.
É bom lembrar, que a velocidade da luz no vácuo é a máxima, e que em meios diferentes do vácuo a velocidade da luz pode ser menor. Desta forma existe a possibilidade de que uma partícula carregada eletricamente possa deslocar-se em uma velocidade superior à da luz para aquele meio.
Mais informações na Wikipedia, https://pt.wikipedia.org/wiki/Efeito_Tcherenkov.

A imagem acima foi registrada no Argonne National Laboratory, centro de pesquisas científicas do Departamento de Energia dos EUA, como parte de investigações no aperfeiçoamento de processos em reaproveitamento do material utilizado em um reator nuclear.

Em um reator nuclear o urânio perde eficiência ao longo do tempo em que é utilizado na usina, e precisa ser reposto por material novo, resultando em um indesejado resíduo radioativo. E é neste ponto de aprimoramento da recuperação e reutilização destes resíduos que trabalha a equipe de pesquisadores do Argonne National Laboratory

O canal do Argonne no YouTube deixa disponível um vídeo (em inglês) sobre as pesquisas que realizam nesta área.


Aos 3m35s do vídeo acima, eles comentam que o processo de manipulação do material radioativo é feito com proteção de um vidro que contém chumbo, que também é descrito em um vídeo sobre o chumbo (realizado pelo Periodic Videos).

Imagem sob licença Creative Commons, via Argonne National Laboratory(Flickr).