Categoria: Vídeos

Alumínio em ácido e base

latas em frascos de vidro dentro da capela
Latas de refrigerante no Brasil normalmente são feitas ou em alumínio ou em aço. O mesmo ocorre nos EUA.
Neste vídeo demonstram o que ocorre na reação de duas latas de alumínio, uma colocada em ácido clorídrico e outra em uma solução aquosa de hidróxido de sódio concentrado.

O alumínio, por ser anfótero (comporta-se como base ou ácido, dependendo do meio), irá reagir tanto com o ácido quanto com a base (hidróxido de sódio).

Na reação do alumínio com o hidróxido de sódio ocorrerá uma remoção da fina camada de óxido presente na superfície do alumínio, permitindo que ocorra uma reação no meio aquoso, com a liberação de gás hidrogênio.
2Al(s) + 2NaOH(aq) + 6HO → 2Na+(aq) + 2[Al(OH)4]- + 3H2(g)

No meio contendo ácido clorídrico a reação também resultará na liberação de hidrogênio gasoso.
2Al(s) + 6HCl(aq) → 2Al3+(aq) + 6Cl-(aq) + 3H2(g)
Perceba, pelo vídeo, que as reações são rápidas e liberam uma grande quantidade de calor.

Vídeo com legenda em português. Para ativar clique no play e depois no botão CC.

Texto escrito por Prof. Dr. Luís Roberto Brudna Holzle ( luisbrudna@gmail.com ) – Universidade Federal do Pampa – Bagé.

Um Nobel pelo grafeno

martyn mostra grafeno de plástico
Professor Martyn Poliakoff explica o que é o grafeno e porque dois físicos, Andre Geim e Konstantin Novoselov, receberam o Prêmio Nobel de física por estudos realizados com esta estrutura.

Martyn tenta repetir um dos procedimentos realizados por Andre e Konstantin, na obtenção de finas camadas de grafeno, apenas com um adesivo e grafite. Confira o resultado no vídeo abaixo.

Com legendas em português.

Texto escrito por Prof. Dr. Luís Roberto Brudna Holzle ( luisbrudna@gmail.com ) – Universidade Federal do Pampa – Bagé.

Lama tóxica

barragem rompida imagem aerea
No dia 4 de outubro de 2010 ocorreu um trágico acidente na Hungria, com o vazamento de uma grande quantidade de resíduos do processamento da bauxita, causando a morte de 10 pessoas.

A lama de cor avermelhada é uma mistura de compostos resultantes do Processo Bayer empregado na purificação da bauxita para obtenção de alumina (óxido de alumínio (Al2O3). Esta lama portanto contém as impurezas da bauxita, com presença de titânio, vanádio e óxido de ferro, que confere a cor avermelhada. Algumas fontes alegaram que o material continha também quantidades perigosas de metais pesados, mas tal informação foi negada pela Academia de Ciências da Hungria.

O perigo desta lama estava na sua elevada alcalinidade, apresentando um pH em torno de 13. Isto devido à presença de hidróxido de sódio no resíduo do processo. E por ter chegado a um afluente do Rio Danúbio, resultando em danos significativos para a ecologia da região.

Assista no vídeo abaixo os comentário do Professor Martyn Poliakoff sobre este trágico evento.

Vídeo com legendas em português. Ative pelo botão CC que aparecerá no vídeo.


ATUALIZAÇÃO: O lama deste acidente na Hungria não tem necessariamente a mesma composição e perigo da lama do acidente ocorrido em Bento Rodrigues (MG) em 05 de novembro de 2015.

Texto escrito por Prof. Dr. Luís Roberto Brudna Holzle.

Mão em nitrogênio líquido

O Theodore Gray é um entusiasmado pela química, e escreve regularmente uma coluna para a revista americana Popular Science.

Ele costuma também experimentos pouco tradicionais e que apresentam um certo perigo. Com conhecimento sobre a física e a química, é possível minimizar a chance de algum acidente, mas como ele sempre ressalta, as demonstrações somente devem ser feitas por especialistas e com o máximo de proteção possível.

Na coluna de agosto ele demonstrou como é possível colocar a mão dentro de nitrogênio líquido, que está a uma temperatura de -195 oC, sem muitos danos para a pele.

Apenas alguns instantes a mais em contato com o nitrogênio líquido podem resultar em congelamento e severos danos para a mão.

[Atualização 11 de outubro de 2017: O vídeo original está com problemas de acesso. Alteramos para um vídeo do canal NurdRage]
(sem legenda em português)

Neste experimento a pele da mão de Theodore Gray não congelou pois a imersão foi extremamente rápida, com um curto tempo de exposição. Além disto uma fina camada de vapor de nitrogênio minimizou o contato da pele com o líquido, no que é conhecido como efeito Leidenfrost. Que é o mesmo efeito que observamos quando uma gota de água é derramada sobre uma superfície que está muito quente. A gota de água quase que flutua sobre a superfície, com pouco contato com a placa quente.

Não tente isto em casa.

Veja os perigos de manipular nitrogênio líquido.

Texto escrito por Prof. Dr. Luís Roberto Brudna Holzle ( luisbrudna@gmail.com ) – Universidade Federal do Pampa – Bagé.

Penicilina


A equipe do Periodic Videos mostra a história e as particularidades da penicilina e demais antibióticos.

Após a descoberta da penicilina por Alexander Fleming, em 1928, foi tarefa para diversos pesquisadores, entre eles os químicos, em desvendar sua estrutura e propor novos antibióticos.

Veja no vídeo abaixo (com legendas em português).

Não tente isto em casa

episódio sobre explosões
Um recente documentário produzido pela BBC, Explosions: How We Shook The World (Explosões: Como abalamos o mundo), ainda sem versão em português, mostra a história dos explosivos.

Indo desde as remotas descobertas dos chineses de misturas que dariam origem à pólvora, até mais recentes entendimentos da tecnologia nuclear, o documentário exibe demonstrações do modo de manufatura e detonação de diversos explosivos químicos.

No clipe (oficial) abaixo, Jem Stansfield visita a Defence Academy na Inglaterra para mostrar o processo de síntese da nitroglicerina, e em como a sua detonação é rápida e poderosa.

A molécula de nitroglicerina é instável, e sua decomposição é rápida, energética e libera uma grande quantidade de gases. A velocidade da reação e a produção de grande volume de gases estão entre os determinantes de seu poder destrutivo.

Para mostrar como a rápida expansão de um volume de ar contribui para o poder explosivo de um material, Jem Stansfield utiliza uma simples garrafa plástica na qual ar é pressurizado até sua ruptura.
Veja o resultado.

Repetindo. Não tente isto em casa!
Texto escrito por Prof. Dr. Luís Roberto Brudna Holzle ( luisbrudna@gmail.com ) – Universidade Federal do Pampa – Bagé.