Perdendo alguns dedos em uma reação química

martyn levanta a mão mostrando como o colega perdeu os dedos
Professor Martyn Poliakoff conta como um colega perdeu alguns dedos da mão em um acidente no laboratório. E em seguida demonstra uma reação que gera o perigoso composto.

O procedimento:
Em uma proveta coloque uma solução aquosa de dicromato de potássio, um pouco de ácido sulfúrico; então adicione cuidadosamente um pouco de éter etílico.
O éter permanecerá acima da camada aquosa, permitindo que um pouco de peróxido de hidrogênio seja adicionado, resultando em uma reação que prossegue ao fundo da proveta.
O azul escuro é decorrente da presença de CrO5, um composto estabilizado em éter.

Não tente repetir o experimento sem conhecimento detalhado das concentrações, quantidades e procedimentos de segurança necessários neste caso.

Vídeo com legendas em português.

Texto e legenda escritos por Luís Roberto Brudna Holzle – Professor Doutor na Universidade Federal do Pampa ( luisholzle@unipampa.edu.br )

Minerais em resíduos radioativos

microscopia de cancrinita
A pesquisa sobre energia nuclear dedica uma boa dose de esforços no entendimento da estabilidade físico-química e segurança dos resíduos ainda radioativos, resultantes da atividade de geração de energia por meio de um reator nuclear.
Nos EUA um dos orgãos que trabalha na área é o Pacific Northwest National Laboratory (PNNL), e uma das pesquisas investiga a formação de depósitos minerais em resíduos radioativos de natureza sólida ou líquida.
Resíduos líquidos podem apresentar formação de mineralizações bem características, como é o caso do mineral chamado de cancrinita, originado quando os compostos solúveis aluminato de sódio, silicato, carbonato e nitrato precipitam.
Nos tanques de resíduo esta cancrinita foi identificado como um capturador de íons nitrato – normalmente solúveis em água e que podem escapar dos resíduos indo parar em águas subterrâneas. Tal captura é de interesse dos pesquisadores, pois evitaria a mobilidade do material radioativo, minimizando o risco de contaminação ambiental durante o longuíssimo prazo pelo qual o resíduo radioativo deve ser estocado.

Os membros do time do PNNL, responsáveis pela pesquisa, são: Paul MacFarlan, Edgar Buck, Bruce McNamara e Cal Delegard.

O material foi coletado dos resíduos estocados no sítio de Hanford, sudeste do estado de Washington, gerados na época em que se produzia plutônio.

Provavelmente a imagem foi obtida por meio de uma microscopia eletrônica de varredura; e neste caso as cores da fotografia são usadas apenas para diferenciar as diferentes estruturas visíveis no caso.

Os resultados da pesquisa foram publicados em 2004, no ‘Environmental Science & Technology’, em artigo entitulado ‘Precipitation of Nitrate−Cancrinite in Hanford Tank Sludge’ (DOI: 10.1021/es034943i)

Imagem em licença Creative Commons (by-nc-sa 2.0), via PNNL – Pacific Northwest National Laboratory.

Texto escrito e adaptado por Prof. Dr. Luís Roberto Brudna Holzle.
Imagem encontrada por Lígia Bartmer.

Gases contra incêndios

professor martyn ao lado de cilíndros vermelhos
Cilindros contendo uma mistura dos gases nitrogênio, argônio e gás carbônico (CO2) compõem o sistema de segurança contra incêndios, que protege o acervo de raridades da Royal Society of Chemistry (Sociedade Real de Química).

Em caso de incêndio o sistema é ativado liberando a mistura de gases nas salas protegidas. A presença do gás desloca o oxigênio para fora do ambiente. Como nitrogênio, argônio e CO2 não participam da queima, o incêndio será extinto em poucos segundos.

O mesmo deslocamento do oxigênio para fora das salas poderia causar o sufocamento das pessoas que ainda estivessem nas salas protegidas; e portando por uma questão de segurança a ativação só é feita em caso de um incêndio de grandes proporções.

Veja mais detalhes no vídeo abaixo.
Com legendas em português.

 

Texto e legenda escritos por Luís Roberto Brudna Holzle – Professor Doutor na Universidade Federal do Pampa ( luisholzle@unipampa.edu.br )

M&Ms em água

chocolate colorido dentro de água pura
Estas pequenas balas com recheio de chocolate são recobertas por uma camada açucarada, adicionada de diferentes tipos de corante.
Ao ser colocado na água o açúcar vai aos poucos se dissolvendo e leva junto consigo uma certa quantidade do corante da bala, que é também solúvel em água.

O açúcar flui na água de regiões com alta concentração do açúcar, para regiões menos concentradas. Em um dado momento as cores praticamente não se misturam mais! Porque isto ocorre? Uma explicação possível é que na região da fronteira entre elas a concentração de açúcar é praticamente igual, diminuindo a tendência de fluxo do açúcar e do corante.

Dica de experimentos. Tente repetir em água quente e fria, em água já contendo uma certa quantidade de açúcar ou sal, em álcool etílico,… E envie o resultado para nós!

Imagem em licença Creative Commons (by-nc-sa).
by nc sa

Texto escrito por Prof. Dr. Luís Roberto Brudna Holzle ( luisbrudna@gmail.com ) – Universidade Federal do Pampa – Bagé.

Modelos moleculares com garrafas PET

estrutura química feita com plástico pet
Em sua visita ao Brasil em 2012 o Prof. Martyn Poliakoff, da Universidade de Nottingham, ficou impressionado com a criatividade no uso de garrafas PET para construir modelos moleculares.

A técnica de construção é relativamente simples; com cortes em lugares certos as garrafas PET de refrigerante e água podem servir de estrutura para montar modelos de moléculas. As ligações químicas podem ser melhor simuladas com uso de cano flexível, que podem ser os do tipo usado para condução de fiação elétrica.

Veja alguns trabalhos que já foram feitos usando as garrafas PET
http://www.uel.br/eventos/cpequi/Paineispagina/18204146520090614.pdf

A vantagem destes modelos é conseguir uma estrutura de um tamanho maior do que a comumente encontrada em modelos moleculares adquiridos em lojas especializadas.

O vídeo possui legendas em português.

Texto e legenda escritos por Luís Roberto Brudna Holzle – Professor Doutor na Universidade Federal do Pampa ( luisholzle@unipampa.edu.br )

Experimento com cloreto de cobre

reação de cloreto com alumínio
Ao se colocar uma solução aquosa de cloreto de cobre (CuCl2) em uma forma de cupcake feita de alumínio, o resultado é uma reação com formação de cloreto de alumínio e cobre metálico.
3 CuCl2(aq) + 2Al(s) –> 2 AlCl3 + 3Cu(s)

O Professor Martyn conta que fez o experimento em casa, sobre o carpete da sala, fazendo a maior sujeira. A esposa dele não gostou nada da ideia, que custou um carpete novo.

Vídeo com legendas em português.


Texto e legenda escritos por Luís Roberto Brudna Holzle – Professor Doutor na Universidade Federal do Pampa ( luisholzle@unipampa.edu.br )