Urina como fonte de hidrogênio

Pesquisadores americanos desenvolveram um método adequado para se produzir hidrogênio a partir de urina.

Um dos principais compostos da urina é a uréia, de fórmula CO(NH2)2 (ou CH4N2O), e por esta molécula conter hidrogênios poderia ser uma eventual fonte, em vez da extração deles direto da água.

Gerardine G. Botte, um dos pesquisadores que assina o artigo, afirmou que a idéia ocorreu em uma conferência sobre células a combustível, na qual se discutia como usar água limpa para se obter energia limpa. E Botte imaginou que isto poderia ser feito de uma maneira ainda mais inteligente.

A equipe de pesquisadores utilizou o processo da eletrólise para quebrar as moléculas, com o uso de novo eletrodo baseado em níquel para oxidar a uréia com eficiência. Esta quebra é feita com uma tensão em torno de 0,37V, enquanto que para a água é necessária uma tensão de 1,23V.

Durante o processo eletroquímico a uréia é absorvida pela superfície de níquel do eletrodo, o qual passa os elétrons necessários para quebrar a molécula. Hidrogênio puro é recuperado no cátodo e nitrogênio mais alguns traços de oxigênio e hidrogênio evoluem do ânodo. O dióxido de carbono também é gerado durante o processo e reage com hidróxido de potássio para resultar em carbonato de potássio.

ureia eletrodos niquel hidrogenio

Os testes, em sua maioria, foram conduzidos com uréia sintética, mas também demonstraram que o processo pode funcionar em urina humana. E um dos fatores que podem ser limitantes no processo é que em condições normais a uréia é comumente transformada em amônia por bactérias.

Algo que deve ficar claro é que neste procedimento a urina não é uma fonte de energia, e serve apenas como uma fonte alternativa para a produção de hidrogênio; e que neste processo é necessária a aplicação de potencial e portanto resultando em um gasto energético.

Via RCS

Leia também
A economia baseada no hidrogênio

 Boggs, B., King, R., & Botte, G. (2009). Urea electrolysis: direct hydrogen production from urine Chemical Communications DOI: 10.1039/b905974a

Copernício – um novo elemento

Martyn Poliakoff
Devo desculpas pelo silêncio sobre a síntese de um novo elemento na tabela periódica, provisoriamente batizado de Copernício (Copernicium), em homenagem a Nicolau Copérnico.

O elemento, inicialmente pré-batizado de unúnbio (Ununbium), foi criado artificialmente em 9 de fevereiro de 1996 por uma equipe alemã chefiada por Peter Armbruster e Sigurd Hofmann. Esta síntese foi obtida pela união de átomo de zinco-70 com um átomo de chumbo-208, obtida pela aceleração de núcleos de zinco sobre um alvo de chumbo. Entrando assim na tabela com um número atômico de 112.

Mesmo tendo ocorrida em 1996, a síntese precisou passar por um processo de reconhecimento do resultado obtido e só obteve o selo de aprovação da IUPAC em 11 de junho de 2009.

Não podemos nos apressar em mudar todas as tabelas periódicas para o novo nome do elemento, pois a confirmação do batismo só será divulgada em janeiro de 2010. Como você pode perceber, tudo é feito da maneira mais critriosa possível, para evitar desentendimentos e erros de avaliação.



(em breve vídeos com legendas em português)
Gostei da camiseta com uma tabela periódica que brilha no escuro!

Texto escrito por Prof. Dr. Luís Roberto Brudna Holzle ( luisbrudna@gmail.com ) – Universidade Federal do Pampa – Bagé.

Césio, gálio e rubídio – aplicações

cesio flickr VerismoVita
Césio
Mais um metal com poucas aplicações, as duas principais aplicações é a de ele ser usado para células fotoelétricas e detector de infravermelhos, devido sua capacidade de ionização quando exposto a luz. Também com frequente uso em pilhas alcalinas.

galio elemento fonte flickr
Gálio
Outro metal raro na terra sua aparição na natureza é praticamente nula, embora em pouca quantia, possui diversas aplicações e sua principal é da fabricação de semicondutores.

ampola rubidio fonte wikipedia
Rubídio
O segundo átomo mais eletropositivo, encontrado com mais freqüência que os outros citados anteriormente, o rubídio tem aplicações como o uso de células fotoelétricas e de metal em tubos de bombas de vácuo. Um uso mais avançado com um futuro mais incerto seria o de propulsor a base íons utilizado para deslocar naves no espaço a uma velocidade constante mais baixa.

Texto de Dison Franco.

Índio – raro e útil

indio-guerra
Não estamos falando do índio pessoa, mas sim do índio o elemento aquele encontrado logo abaixo do gálio (gálio quase um galho), o índio é um metal com algumas propriedades interessantes, ele é um metal maleável, macio e raro (para variar, mais um metal raro), embora seja raro ele possui grandes aplicações nas demandas mundiais diárias, como por exemplo, em telas de televisões de plasma. Outras são em baterias, semi-contudores, transistores, espelhos, e uma aplicação que hoje não é usada, no revestimento de rolamentos de aviões na Segunda Guerra Mundial.

Nas televisões de plasmas ele é disposto sobre a superfície do vidro na forma de ITO (indium tin-dopped oxide, no português oxido de índio dopado com estanho) é uma solução sólida de In2O3 e de SnO2, cuja principal característica é a de transparência e condutividade elétrica, além das tv”s de plasma ele é usado na maioria dos displays de celulares comuns ou os mais recentes “touchscreen”

texto de Dison Franco

Frâncio – talvez um líquido

Um metal com características bem únicas, dos metais ele é o que possui maior raio atômico e maior eletronegatividade.

Não existe muito o que se falar do frâncio (Fr) com respeito ao seu uso, isto devido ao fato dele não se estável nas condições ambientes normais. Pois sofre um efeito de decaimento devido seu núcleo ser grande e com tendências a perder nêutrons, tornando-se um átomo pouco mais estável, que podem ou não sofrer decaimentos, como o rádio (Ra). Devido a sua raridade não sabe ao certo se ele é liquido a temperatura de 27ºC, e são apenas cálculos que predizem que o próprio tem este comportamento.

https://theodoregray.com/PeriodicTable/Elements/087/index.s7.html

Texto de Dison Franco