Tag: experimentos

Explosão do vidro

pirex visto do topo
Theodore Gray demonstra de uma forma drástica como um recipiente de vidro Pyrex comum não é muito resistente ao calor.

O material do Pirex de uso doméstico é de um vidro do tipo sodo-cálcico, um pouco menos resistente ao calor se comparado à vidraria comumente utilizada em laboratórios (por exemplo, os vidros borossilicatos).

A demonstração presente no vídeo (sem legendas) mostra o que acontece em uma variação brusca de temperatura em um vidro não preparado para este tipo de situação. Ao aquecer a parte externa o vidro expande e o contato com uma gota de água fria causa uma contração do material no interior do copo, resultando em tensões que acabam causando a ruptura violenta do recipiente.

Assista o vídeo em
http://www.popsci.com/science/article/2011-03/gray-matter-cant-take-heat

Não tente este tipo de experimento em casa ou sem equipamentos de proteção.

Texto escrito por Prof. Dr. Luís Roberto Brudna Holzle ( luisbrudna@gmail.com ) – Universidade Federal do Pampa – Bagé.

Alumínio em ácido e base

latas em frascos de vidro dentro da capela
Latas de refrigerante no Brasil normalmente são feitas ou em alumínio ou em aço. O mesmo ocorre nos EUA.
Neste vídeo demonstram o que ocorre na reação de duas latas de alumínio, uma colocada em ácido clorídrico e outra em uma solução aquosa de hidróxido de sódio concentrado.

O alumínio, por ser anfótero (comporta-se como base ou ácido, dependendo do meio), irá reagir tanto com o ácido quanto com a base (hidróxido de sódio).

Na reação do alumínio com o hidróxido de sódio ocorrerá uma remoção da fina camada de óxido presente na superfície do alumínio, permitindo que ocorra uma reação no meio aquoso, com a liberação de gás hidrogênio.
2Al(s) + 2NaOH(aq) + 6HO → 2Na+(aq) + 2[Al(OH)4]- + 3H2(g)

No meio contendo ácido clorídrico a reação também resultará na liberação de hidrogênio gasoso.
2Al(s) + 6HCl(aq) → 2Al3+(aq) + 6Cl-(aq) + 3H2(g)
Perceba, pelo vídeo, que as reações são rápidas e liberam uma grande quantidade de calor.

Vídeo com legenda em português. Para ativar clique no play e depois no botão CC.

Texto escrito por Prof. Dr. Luís Roberto Brudna Holzle ( luisbrudna@gmail.com ) – Universidade Federal do Pampa – Bagé.

Fulereno – vídeo, propriedades e história

propriedades e usos do C60
Utilizando como gancho a mudança temporária do logotipo do Google, para comemorar os 25 anos da descoberta do fulereno (C60), o Professor Martyn Poliakoff comenta sobre as propriedades e história deste maravilhoso composto.

Em um experimento simples, demonstram também a diferença de solubilidade entre o carbono extraído de um lápis e o fulereno.

Veja mais informações, e sobre como o fulereno pode ser preparado, no vídeo abaixo.
Vídeo com legendas em português.


Árvore de prata

experimento em química
Quando um fio de cobre é colocado em uma solução de nitrato de prata teremos como resultado um depósito de prata sobre este fio de cobre.
Seguindo a reação:
Cu(s) + 2AgNO3 –> Cu(NO3)2 + 2Ag(s)
E nesta temos um par redox.

Esta aparência rugosa ocorre devido aos inúmeros centros de crescimento e aglomeração da prata metálica sobre o fio de cobre.

Veja outras informações, e como repetir este experimento em
http://fap.if.usp.br/~lumini/f_bativ/f2expco/nitrato_sh.htm

Experimento visto do topo.
experimento natalino

Imagens em licença Creative Commons, via jaimittilo.

Com contribuição de Dison Franco.

Água pesada

gelo colorido em forminha
O óxido de deutério, que é também chamado de água pesada ou água deuterada, é uma molécula que contém dois átomos de deutério e um de oxigênio (D2O), em uma forma muito semelhante à da água (H2O).
Na água pesada o deutério é um isótopo do hidrogênio, e possui um nêutron e um próton em seu núcleo. Sendo que o hidrogênio contém um núcleo com apenas um próton. E os dois apresentam um elétron.
Este nêutron nêutron a mais no deutério resulta em um diferença no comportamento das moléculas de água pesada, se comparadas à água ´comum´.

Para uma comparação entre D2O e H2O, a equipe do Periodic Videos fez gelo com a água pesada e a água normal, e verificou se o gelo feito com água pesada flutuaria ou não em água comum.

Veja o resultado desta experiência e mais informações no vídeo abaixo.

(com legendas em português.)

Texto escrito por Prof. Dr. Luís Roberto Brudna Holzle ( luisbrudna@gmail.com ) – Universidade Federal do Pampa – Bagé.

Queimando diamantes

logotipo
O experimento de queima de diamantes é raro de ser visto. Não existem muitas pessoas que estão dispostas a comprar diamantes para queimar.

Um diamante é quase que exclusivamente composto de carbono, e portanto pode ser queimado em presença de oxigênio com o auxílio de uma chama forte.

A reação será
C(diam.) + O2 –> CO2(g)
e no final teremos apenas dióxido de carbono (CO2).

Theodore Gray demonstra no vídeo abaixo a queima de algumas gemas.
A primeira que aparece logo no início do vídeo é um diamante que acabou ficando rubro e estilhaçando em vários pedaços. Portanto este tipo de experimento deve ser feito com muito cuidado.
Theodore explica então que comprou no eBay (site de leilão) um diamante bruto (não lapidado) que é mais barato. Outro que ele comprou é um diamante não muito homogêneo, e também com preço mais acessível.
Após aquecer bastante um diamante, até ele brilhar com uma cor bem clara e branca, é possível manter a combustão soprando oxigênio puro sobre a gema.
A gema que era mais impura e não cristalina acabou estilhaçando e até danificou a lente da câmera que filmava o experimento.
Outro teste realizado foi a imersão do diamante incandescente dentro de um tubo de ensaio com um pouco de oxigênio líquido. Mas infelizmente o gelo formado no exterior do tubo impediu a visualização da queima. Após isto eles decidiram queimar o diamante em uma pequena quantidade de oxigênio líquido para facilitar a visualização.
Theodore também testou o que poderia acontecer quanto se aquece a zircônia cúbica (ZrO2) em uma chama. A zircônia normalmente é usada como uma imitação mais barata para substituir o diamante em jóias. Neste caso é possível ver que a zircônia não queima na chama, pois já está em forma de óxido.

Veja o experimento no vídeo abaixo

Mais sobre
Diamante Hope – Azul e cheio de histórias

Fonte
Gray Matter

Texto escrito por Prof. Dr. Luís Roberto Brudna Holzle ( luisbrudna@gmail.com ) – Universidade Federal do Pampa – Bagé.